Lilypie 1st Birthday Ticker
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2007-11-11

Ainda...

cá andamos. Depois daquele falso alarme, parece que a Mafalda está bem instalada na barriga da mãe.
Na 6a feira, descobrimos que a Mamã estava com a tensão alta e tivemos que ir ao hospital.
Como sempre, fomos muito bem tratadas. Fizemos análises e o CTG da praxe. O CTG acusou contracções ritmadas de 6 em 6min mas perfeitamente indolores para a Mamã. Quando vimos o CTG achámos que já não nos deixavam sair, mas afinal como estavamos sem dores viemos embora. Hoje, ainda cá estamos com contracções frequentes mas sem padrão. A tensão continua um pouco alta é apesar das análises realizadas no hospital não terem revelado motivos para preocupação, amanhã vamos ao meu obstetra para ver o que eles nos diz.
Sinceramente, já não me convenço que isto se vá desenrolar nos próximos dias...
A Mafalda está é a fazer uma guerra de nervos com o Papá que está cheio de vontade de a conhecer!
Mas quando ela se sentir preparada, ela nasce. E nós cá a aguardamos com muito amor para dar.

2007-11-07

Depois de...

... um fim-de-semana de 4 dias com contracções não regulares mas seguidas, isto é, passei as 24h de cada dia com contracções só que sem um padrão definido de regularidade, ainda aqui ando.
Ontem as contracções cessaram mas o médico verificou que já estou com 3cm de dilatação.
Continuamos a esperar que aconteça a qualquer momento se bem que ainda poderá demorar uns dias.
A Mafalda decide!

2007-11-03

Recta final!

Este pode ser o último post que escrevo enquanto grávida.
Hoje, o CTG detectou contracções regulares e o toque mostrou 2 dedos de dilatação. O meu médico também decidiu dar uma ajudinha.
Hoje, sinto um misto incompreensível de emoções. Por um lado, quero ter a minha bébé nos braços, por outro lado, sinto que passou tudo tão depressa. Sinto tantas saudades da minha barriga e tanto receio do futuro. Serei capaz? Saberei amar?
Sei que o que sinto é normal. Sei que provavelmente as hormonas já estão em roda viva e trazem-me esta confusão de sentimentos.
Mas sinto-me também muito feliz. Porque esta jornada que agora termina, iniciará uma outra que será certamente ainda mais marcante. E ainda que as dores já custem um pouco, ainda que as saudades molhem os meus olhos, estou ansiosa que a hora chegue. E sei, sinto, que a hora está perto.
O Papá virá dar novidades assim que se justificar.

2007-10-28

Reparei...

...agora, que há mais de um mês que nem eu nem o Papá colocamos nenhum post.
Como devem calcular, muita coisa aconteceu.
Entrámos na recta final e estamos agora a poucos dias de conhecermos a nossa bébé.
Iniciámos as aulas de preparação para o parto, terminámos a decoração do quarto da Mafalda e já temos a mala pronta. Falta apenas recebermos o kit para recolha das células estaminais e escolhermos os Padrinhos para que a nossa bébé tenha "autorização" para nascer.
Há 15 dias tive consulta no meu obstetra e na altura, apesar de não haver más notícias vim de lá um pouco triste porque ele disse-me que, muito provavelmente, eu teria que deixar de trabalhar esta semana porque estando a placenta muito envelhecida a bébé estava a crescer pouco e ele queria repouso para que ela pudesse ter um peso aceitável na altura do parto. Na passada 6a feira regressei ao médico e afinal tudo se transformou. A bébé cresceu imenso (800g em 15 dias) e pesa agora 2.800kg. Sendo assim, tenho luz verde para continuar a trabalhar até quando me apetecer. E a mim, apetece-me trabalhar até à hora de ir para o hospital.
Na consulta fiz também o CTG que acusou algumas contracções (eu já as vinha sentindo). É muito bom sentir o meu corpo a preparar-se para o grande dia. O colo já está fininho mas ainda não há dilatação. Segundo a previsão do médico, deverá nascer entre as 38 e 39 semanas.
Na ecografia foi possível detectar movimentos respiratórios o que segundo o médico é um sinal de excelente bem-estar fetal. Isso e quantidade de movimentos que a Mafalda faz dão-nos a certeza que ela está muito bem.
Neste momento, vou sentindo alguns desconfortos próprios de quem tem uma enorme barriga mas tudo perfeitamente suportável. Esta foi sem dúvidas, uma gravidez fantástica. Estou mortinha por ter a minha bébé nos braços mas também um pouco melancólia de perder esta fase que tanto adorei.
Quanto ao parto, quanto mais a hora se aproxima mais confiante eu me sinto. Não tenho medo absolutamente nenhum e estou convicta que o meu corpo não me vai deixar ficar mal. Eu sinto-o a preparar-se e sei que vai tudo correr muito bem.
Falta pouco, muito pouco e eu sinto-me imensamente Feliz!

2007-07-25

Sobre o parto

Começo agora a pensar mais no parto. Não tenho medo porque estou muito confiante que vai ser tudo muito fácil e que vai correr muito bem. Por algum motivo tenho umas ancas largas, não é? Mas é precisamente este meu pensamento que me assusta. E se não for assim fácil, estarei preparada para enfrentar isso?
Tenho duas amigas que foram mães recentemente. Uma passou por um trabalho de parto de 17h e outra de 23h. Quando ouço isto (e chamem-me maluquinha) a minha preocupação é: E será que me dão de comer durante esse tempo? Como é que vou conseguir tratar de uma bébé depois de 23h horas seguidas sem dormir?
Normalmente, a minha preocupação não é com a dor que vou sentir porque acredito que ninguém nos dias de hoje sofra 17h ou 23h sem uma epidural. Portanto, debruço-me sobre questões práticas: comer e dormir, que são funções básicas para qualquer ser humano.
Preocupa-me mais o pós-parto do que o parto propriamente dito. Os pontos, a amamentação, a recuperação...
Ah! E tenho muito medo, sim, de uma cesariana. Nunca fui operada e nunca levei pontos (criança bem comportada que eu fui) e tenho mesmo muito medo que tenha que me submeter a uma cesariana.
Portanto, a 17 semanas e 3 dias da data prevista ainda não me mentalizei que um parto é capaz de ser um bocadinho mais complicado do que rebentarem as águas, chegar ao hospital 1h depois e 10min depois disso ter a minha bébé cá fora. E de quem é a culpa? Da minha mãe, que toda a vida me fez o relato deste parto abençoado que teve. O facto de também sempre a ter ouvido dizer que preferia ter outro filho a ter uma dor de dentes, não é de facto, grande ajuda na mentalização que possa ser um processo doloroso.
Mas talvez seja melhor assim. Vou sem medo, descontraída e se não correr assim tão bem, na altura logo me preocupo. Não vale a pena sofrer por antecipação.