.. é o que eu sou!
Ando meio desaparecida deste blog e acho que um dia mais tarde a minha filha me vai cobrar por não estar a escrever sobre esta gravidez com mais frequência.
Eu própria me cobro isso, mas a verdade é que o tempo não é elástico e o facto de termos estado sem net nos últimos 15 dias também não ajudou.
Hoje fazemos 30 semanas! Faltam 10, mais coisas menos coisa.
Por um lado, quero muito ter a Mafalda aqui comigo. Por outro, já começo a sentir saudades desta barriga, de a sentir cá dentro agitar-se ao som da música, de a sentir deslocar-se toda para o lado onde o Papá beija a minha barriga...
Os movimentos dela nesta última semana passaram a ser diferentes. Até aqui eram saltos e mais saltos que a minha barriga dava, que até as pessoas mais distraídas que estavam ao meu lado conseguiam presenciar. Agora, passou a mexer-se de forma diferente. Dá a sensação que o espaço se esgota e ela fica limitada nos movimentos. Sinto-a empurrar-me. Sinto-a a tentar-se esticar...
Para a semana tenho ecografia do último trimestre e estou ansiosa por a voltar a ver.
Neste últimos 15 dias a minha barriga também tem crescido imenso. Noto isso nas calças e pelos comentários dos outros. E infelizmente, também pela limitação de movimentos que começo a sentir. Mas tirando isso, continuo a sentir-me muito bem.
Nunca pensei sair-me tão bem na gravidez.
Agora, já só faltam 2 meses e eu questiono-me se terei tudo pronto a tempo, se estarei preparada, se serei capaz mas como diz um colega meu, isto de ter filhos é sistema windows: assim que o novo hardware é detectado, o software instala-se automaticamente :)
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2007-09-16
2007-07-24
A reacção dos outros
Já falei um pouco sobre a reacção daqueles que me rodeiam a esta gravidez mas gostava de reflectir um pouco mais sobre este assunto.
Poucas pessoas conseguiram não me surpreender com a sua reacção à minha gravidez. Se uns me surpreenderam muito pela positiva outros houve que tiveram reacções de que eu não estava minimamente à espera.
Comecemos pelas piores reacções. A pior reacção que tive foi, talvez, daquela que eu considerava ser a minha melhor amiga. Eu nunca fui de afincadas amizades mas dava-me muito bem com esta pessoa. Uma pessoa extremamente sensível e que adora crianças. Mas a reacção dela à minha gravidez foi péssima. Limitou-se a dizer que era ainda muito cedo para me dar os Parabéns e nada mais. Hoje, continuamos amigas mas houve um afastamento. E sempre que nos encontramos pouco ou nada pergunta sobre a bébé ou sobre mim. Se estou magoada? Sim, estou, mas eu consigo perceber a reacção dela. Temos a mesma idade. Eu estou casada há 4 anos e vou ter uma bébé. Tenho a vida perfeitamente organizada. Ela tem uma relação que não ata nem desata, sem planos a longo prazo. O emprego também não lhe está a correr bem e sei que tudo isso influenciou. Se vou esquecer? Não. Mas o tempo vai apagar a desilusão que sinto.
Depois houve a reacção de uma pessoa familiar muito próxima. Sei que esta pessoa gosta muito de mim, sempre gostou. No entanto, já quando casei estranhei a reacção dela. Agora com a gravidez foi a mesma coisa. Reagiu friamente como se nada fosse e mesmo quando soube que era uma menina (o sonho que ela não realizou - teve 2 rapazes) não explodiu de alegria como eu esperava. Mas também para isto há uma explicação.
Depois houve pessoas que reagiram com alguma indiferença. Umas eu já esperava, outras esperava mais efusividade mas sei que muitos foram traídos pela surpresa pois eu sempre disse a todos que não queria filhos para já.
E depois houve aquilo que de melhor tem esta gravidez. O aproximar de pessoas que eu nem imaginava que se pudessem importar. Pessoas que me mandam emails a saber como passa a minha bébé, como estou. Que fazem questão de ligar após as consultas e que se emocionam com as imagens das ecografias. E é tão bom, que compensa todas as reacções menos positivas que possam existir.
É com essas pessoas que tenho vontade de partilhar esta gravidez. É a essas que eu vou dar atenção quando forem visitar a minha bébé depois de ela nascer. Os outros? Tenho pena por eles. Porque não partilham desta alegria que invade as nossas vidas e não respiram este momento.
Já cresci muito nestes últimos 5 meses e sei que vou crescer ainda muito mais. Posso ter-me desiludido com alguns mas surpreendi-me positivamente com muitos mais e percebi que a vida cada vez me sorri mais.
Há coisas boas e coisas más. Eu optei por abraçar as boas e esquecer-me das más. Só faz falta quem está e a vida é para ser levada com alegria e sem amarguras. Se não tivessem sido as más reacções, não dava tanto valor às boas. Por isso, aprendi que até nas coisas más há sempre um lado positivo.
Sinto-me bem comigo mesma, sinto-me de bem com o mundo, sinto-me de bem com a vida.
Poucas pessoas conseguiram não me surpreender com a sua reacção à minha gravidez. Se uns me surpreenderam muito pela positiva outros houve que tiveram reacções de que eu não estava minimamente à espera.
Comecemos pelas piores reacções. A pior reacção que tive foi, talvez, daquela que eu considerava ser a minha melhor amiga. Eu nunca fui de afincadas amizades mas dava-me muito bem com esta pessoa. Uma pessoa extremamente sensível e que adora crianças. Mas a reacção dela à minha gravidez foi péssima. Limitou-se a dizer que era ainda muito cedo para me dar os Parabéns e nada mais. Hoje, continuamos amigas mas houve um afastamento. E sempre que nos encontramos pouco ou nada pergunta sobre a bébé ou sobre mim. Se estou magoada? Sim, estou, mas eu consigo perceber a reacção dela. Temos a mesma idade. Eu estou casada há 4 anos e vou ter uma bébé. Tenho a vida perfeitamente organizada. Ela tem uma relação que não ata nem desata, sem planos a longo prazo. O emprego também não lhe está a correr bem e sei que tudo isso influenciou. Se vou esquecer? Não. Mas o tempo vai apagar a desilusão que sinto.
Depois houve a reacção de uma pessoa familiar muito próxima. Sei que esta pessoa gosta muito de mim, sempre gostou. No entanto, já quando casei estranhei a reacção dela. Agora com a gravidez foi a mesma coisa. Reagiu friamente como se nada fosse e mesmo quando soube que era uma menina (o sonho que ela não realizou - teve 2 rapazes) não explodiu de alegria como eu esperava. Mas também para isto há uma explicação.
Depois houve pessoas que reagiram com alguma indiferença. Umas eu já esperava, outras esperava mais efusividade mas sei que muitos foram traídos pela surpresa pois eu sempre disse a todos que não queria filhos para já.
E depois houve aquilo que de melhor tem esta gravidez. O aproximar de pessoas que eu nem imaginava que se pudessem importar. Pessoas que me mandam emails a saber como passa a minha bébé, como estou. Que fazem questão de ligar após as consultas e que se emocionam com as imagens das ecografias. E é tão bom, que compensa todas as reacções menos positivas que possam existir.
É com essas pessoas que tenho vontade de partilhar esta gravidez. É a essas que eu vou dar atenção quando forem visitar a minha bébé depois de ela nascer. Os outros? Tenho pena por eles. Porque não partilham desta alegria que invade as nossas vidas e não respiram este momento.
Já cresci muito nestes últimos 5 meses e sei que vou crescer ainda muito mais. Posso ter-me desiludido com alguns mas surpreendi-me positivamente com muitos mais e percebi que a vida cada vez me sorri mais.
Há coisas boas e coisas más. Eu optei por abraçar as boas e esquecer-me das más. Só faz falta quem está e a vida é para ser levada com alegria e sem amarguras. Se não tivessem sido as más reacções, não dava tanto valor às boas. Por isso, aprendi que até nas coisas más há sempre um lado positivo.
Sinto-me bem comigo mesma, sinto-me de bem com o mundo, sinto-me de bem com a vida.
Amamentação
Decidi que vou tentar escrever um post todos os dias.
Hoje vou debruçar-me sobre a amamentação.
A minha filha vai nascer num “Hospital Amigo do Bébé”. Quer isto dizer que o hospital tem em práctica uma série de acções com vista ao incentivo da amamentação. Isto é óptimo porque eu sempre pensei em amamentar e sei que ali vou ter apoio e acompanhamento nesse processo que prevejo que não seja fácil, pelo menos, nas primeiras vezes.
Os benefícios do leite materno estão por demais estudados e eu não quero privar a minha filha disso.
Mas se por um lado tenho consciência que amamentar é o melhor para o bébé, não posso deixar de me indignar com toda a pressão que é colocada nas mães sobre este assunto.
Parece que passámos de um extremo ao outro. Se na geração da minha mãe era usual as mães não amamentarem ou amamentarem durante pouco tempo, hoje estamos no fundamentalismo da amamentação. E como todos os fundamentalismo, penso que isso é mau.
Eu estou com 5 meses de gravidez e já não suporto ouvir que tenho que amamentar, que isso é o melhor para o bébé e se agora tenho limitações na alimentação depois ainda vai ser pior, etc, etc. Ora, parece que as pessoas veêm a amamentação não como uma coisa prazeirosa para mãe e filho mas como uma obrigação, custosa, até quase como um castigo.
A pressão é tanta que o medo de falhar é muito. E talvez seja por isso que muitas mulheres têm dificuldade em amamentar os seus filhos.
Eu já decidi que durante os primeiros dias o momento da amamentação vai ser vivido a três e nada mais. Não quero avós, tias, primas ou quem quer que seja por perto até me sentir suficientemente segura.
Tenho chocado algumas pessoas porque digo que não vou ser fundamentalista da amamentação. Que o leite da farmácia também é bom e que foi assim que eu fui criada e cresci saudavel. Sei que choca. Vejo as caras horrorizadas das pessoas que pensam que eu vou ser uma má mãe. Nada disso me interessa. E sinceramente, não é nada disto que penso. Eu apenas quero aliviar a pressão que me estão a colocar em cima. E se para isso for preciso ter uma lata de leite em casa para que eu me sinta mais segura, não tenho problemas em o comprar ainda que seja sempre na esperança de não o usar.
Sei que a parte psicológica tem grande influência em mim. Sei que o sucesso de alcançar tão rapidamente uma gravidez se deveu ao facto de ninguém estar a contar e de ninguém me estar a pressionar nesse sentido. E com a amamentação vai ser assim. Posso chocar amigas, tias, avós, conhecidas ao dizer que não faço questão de amamentar. Se isso as fizer ficar caladas achando que eu sou um caso sem solução, melhor. O objectivo é esse mesmo e vão ver que assim vou amamentar a minha filha em exclusivo durante muito, muito tempo.
As mães não se medem aos palmos e muito menos pela sua produtividade leiteira. Sou uma mulher e não uma vaca e não vou ser menos mãe se não amamentar. Se o conseguir, tanto melhor: Mas, por favor, não me escravizem!
Hoje vou debruçar-me sobre a amamentação.
A minha filha vai nascer num “Hospital Amigo do Bébé”. Quer isto dizer que o hospital tem em práctica uma série de acções com vista ao incentivo da amamentação. Isto é óptimo porque eu sempre pensei em amamentar e sei que ali vou ter apoio e acompanhamento nesse processo que prevejo que não seja fácil, pelo menos, nas primeiras vezes.
Os benefícios do leite materno estão por demais estudados e eu não quero privar a minha filha disso.
Mas se por um lado tenho consciência que amamentar é o melhor para o bébé, não posso deixar de me indignar com toda a pressão que é colocada nas mães sobre este assunto.
Parece que passámos de um extremo ao outro. Se na geração da minha mãe era usual as mães não amamentarem ou amamentarem durante pouco tempo, hoje estamos no fundamentalismo da amamentação. E como todos os fundamentalismo, penso que isso é mau.
Eu estou com 5 meses de gravidez e já não suporto ouvir que tenho que amamentar, que isso é o melhor para o bébé e se agora tenho limitações na alimentação depois ainda vai ser pior, etc, etc. Ora, parece que as pessoas veêm a amamentação não como uma coisa prazeirosa para mãe e filho mas como uma obrigação, custosa, até quase como um castigo.
A pressão é tanta que o medo de falhar é muito. E talvez seja por isso que muitas mulheres têm dificuldade em amamentar os seus filhos.
Eu já decidi que durante os primeiros dias o momento da amamentação vai ser vivido a três e nada mais. Não quero avós, tias, primas ou quem quer que seja por perto até me sentir suficientemente segura.
Tenho chocado algumas pessoas porque digo que não vou ser fundamentalista da amamentação. Que o leite da farmácia também é bom e que foi assim que eu fui criada e cresci saudavel. Sei que choca. Vejo as caras horrorizadas das pessoas que pensam que eu vou ser uma má mãe. Nada disso me interessa. E sinceramente, não é nada disto que penso. Eu apenas quero aliviar a pressão que me estão a colocar em cima. E se para isso for preciso ter uma lata de leite em casa para que eu me sinta mais segura, não tenho problemas em o comprar ainda que seja sempre na esperança de não o usar.
Sei que a parte psicológica tem grande influência em mim. Sei que o sucesso de alcançar tão rapidamente uma gravidez se deveu ao facto de ninguém estar a contar e de ninguém me estar a pressionar nesse sentido. E com a amamentação vai ser assim. Posso chocar amigas, tias, avós, conhecidas ao dizer que não faço questão de amamentar. Se isso as fizer ficar caladas achando que eu sou um caso sem solução, melhor. O objectivo é esse mesmo e vão ver que assim vou amamentar a minha filha em exclusivo durante muito, muito tempo.
As mães não se medem aos palmos e muito menos pela sua produtividade leiteira. Sou uma mulher e não uma vaca e não vou ser menos mãe se não amamentar. Se o conseguir, tanto melhor: Mas, por favor, não me escravizem!
2007-06-18
Boy or Girl?
Amanhã temos consulta no nosso obstetra.
Como devem calcular, nos últimos tempos toda a gente pergunta se já sabemos o que é (ao que eu faço sempre questão de dizer que sim e completo: “É um bebé”). Melhor do que a pregunta são as opiniões que todos têm. Uns dizem que a barriga está bicuda por isso é rapaz. Outros, que está descida por isso é rapariga. Outros dizem que estou com óptimo aspecto e por isso vai ser menina, outros dizem que pelo mesmo motivo vai ser rapaz. Parece que anda tudo numa ansiedade louca em saber o sexo do bébé como se isso fosse o mais importante de tudo. Até agora, quando faço uma eco enquanto não me dizem que está tudo bem nem me lembro que puderão estar a ver se é um menino ou menina. O que interessa é que esteja tudo bem, como é óbvio.
No entanto, confesso que gostava de amanhã ter uma resposta para a pergunta recorrente. Primeiro, porque o Papá está muito curioso. Depois, porque estou farta de me perguntarem e opinarem. Assim arrumava-se o assunto. Mas principalmente, porque quero saber se a minha intuição (normalmente muito apurada) está certa.
Não é segredo para ninguém que tenho uma preferênciazinha por uma menina. Porque sempre tive uma relação de grande cumplicidade com a minha mãe, gostava de poder ter o mesmo com uma filha. Porque, por ser mulher conheço melhor o universo feminino e sinto que uma filha seria como uma extensão da minha existência muito mais do que um filho rapaz.
Mas o mais curioso disto tudo, é que apesar dessa ligeira preferência desde que soube que estou grávida e que imagino este bébé fora da minha barriga sempre o vi como rapaz. A minha imaginação nunca me levou a pensar numa menina no meu colo, numa menina a brincar às bonecas, numa menina de vestidinho. Imagino sempre um bébé rapaz, de jardineiras e boné com ar de galã a dizer mamã com uma boquinha muito delicada.
Com uma filha menina apenas sonhei duas vezes por volta das 12 semanas. Mas quando sonho acordada é sempre com o rapaz.
Há quem me tenha dito que foi a forma que a minha mente encontrou para no caso de ser rapaz não ficar triste. Talvez...
Mas mesmo tendo uma preferência por menina, acreditem que o meu espanto será se o médico disser que é de facto uma menina. Acho que lhe vou pedir para se certificar duas ou três vezes que não está lá nada e só depois disso vou badalar a notícia.
Amanhã assim que haja novidades virei aqui contar.
Como devem calcular, nos últimos tempos toda a gente pergunta se já sabemos o que é (ao que eu faço sempre questão de dizer que sim e completo: “É um bebé”). Melhor do que a pregunta são as opiniões que todos têm. Uns dizem que a barriga está bicuda por isso é rapaz. Outros, que está descida por isso é rapariga. Outros dizem que estou com óptimo aspecto e por isso vai ser menina, outros dizem que pelo mesmo motivo vai ser rapaz. Parece que anda tudo numa ansiedade louca em saber o sexo do bébé como se isso fosse o mais importante de tudo. Até agora, quando faço uma eco enquanto não me dizem que está tudo bem nem me lembro que puderão estar a ver se é um menino ou menina. O que interessa é que esteja tudo bem, como é óbvio.
No entanto, confesso que gostava de amanhã ter uma resposta para a pergunta recorrente. Primeiro, porque o Papá está muito curioso. Depois, porque estou farta de me perguntarem e opinarem. Assim arrumava-se o assunto. Mas principalmente, porque quero saber se a minha intuição (normalmente muito apurada) está certa.
Não é segredo para ninguém que tenho uma preferênciazinha por uma menina. Porque sempre tive uma relação de grande cumplicidade com a minha mãe, gostava de poder ter o mesmo com uma filha. Porque, por ser mulher conheço melhor o universo feminino e sinto que uma filha seria como uma extensão da minha existência muito mais do que um filho rapaz.
Mas o mais curioso disto tudo, é que apesar dessa ligeira preferência desde que soube que estou grávida e que imagino este bébé fora da minha barriga sempre o vi como rapaz. A minha imaginação nunca me levou a pensar numa menina no meu colo, numa menina a brincar às bonecas, numa menina de vestidinho. Imagino sempre um bébé rapaz, de jardineiras e boné com ar de galã a dizer mamã com uma boquinha muito delicada.
Com uma filha menina apenas sonhei duas vezes por volta das 12 semanas. Mas quando sonho acordada é sempre com o rapaz.
Há quem me tenha dito que foi a forma que a minha mente encontrou para no caso de ser rapaz não ficar triste. Talvez...
Mas mesmo tendo uma preferência por menina, acreditem que o meu espanto será se o médico disser que é de facto uma menina. Acho que lhe vou pedir para se certificar duas ou três vezes que não está lá nada e só depois disso vou badalar a notícia.
Amanhã assim que haja novidades virei aqui contar.
2007-05-01
Infertilidade
Porque já há muito tempo que queria escrever sobre este assunto e porque hoje vi isto:
A infertilidade é um tema que não me consegue deixar indiferente.
Quando ouço os números (2 em cada 10 casais) fico completamente arrepiada. 20% dos casais portugueses terem dificuldade em engravidar é um número que me é difícil de compreender.
Porque este drama é vivido em silêncio na sombra do medo e da vergonha. Quem não consegue gerar um bébé é visto como incapaz, como menos válido. É esta a sociedade que temos. Uma sociedade em que o que conta é mostrar que somos melhor, que conseguimos mais depressa, que o nosso resultado é o mais digno de ser apresentado em público. Ainda que estejamos a falar de dramas humanos.
Vivemos numa eterna competição. Passamos por cima de sentimentos só para fazer ver que somos os melhores.
Alguém (como eu) que consegue engravidar quase com a mesma facilidade que vai ao cabeleireiro ou a uma esplanada percebe realmente a sorte que tem? Não. Eu não compreendo e sei que quem não passa pelo drama de esperar tempo de mais para ter um filho não o poderá nunca compreender.
Não sou hipócrita. Sei que a imensa dor de passar por um diagnóstico de infertilidade me transcende. Sei que está para além da minha compreensão.
Mas ainda assim, sinto uma profunda solidariedade para com estes casais. Mas sinto-me também impotente.
Não me sinto menos feliz com esta gravidez por pensar que há casais que não o conseguem, mas não há um único dia em que não pense na imensa sorte que tive. Porque podia ter sido eu. Porque pode ser a minha irmã, a minha prima, a minha amiga ou a minha vizinha. Pela lei das probabilidades uma delas será.
Um abraço apertado para todas as lutadoras que me visitam e que, acreditem, são das pessoas que eu mais admiro pela coragem que têm.
Gostava que as minhas palavras tivessem o poder de mudar o mundo, mas como não têm, ao menos que vos aqueçam o coração.
(clicar na imagem)
A infertilidade é um tema que não me consegue deixar indiferente.
Quando ouço os números (2 em cada 10 casais) fico completamente arrepiada. 20% dos casais portugueses terem dificuldade em engravidar é um número que me é difícil de compreender.
Porque este drama é vivido em silêncio na sombra do medo e da vergonha. Quem não consegue gerar um bébé é visto como incapaz, como menos válido. É esta a sociedade que temos. Uma sociedade em que o que conta é mostrar que somos melhor, que conseguimos mais depressa, que o nosso resultado é o mais digno de ser apresentado em público. Ainda que estejamos a falar de dramas humanos.
Vivemos numa eterna competição. Passamos por cima de sentimentos só para fazer ver que somos os melhores.
Alguém (como eu) que consegue engravidar quase com a mesma facilidade que vai ao cabeleireiro ou a uma esplanada percebe realmente a sorte que tem? Não. Eu não compreendo e sei que quem não passa pelo drama de esperar tempo de mais para ter um filho não o poderá nunca compreender.
Não sou hipócrita. Sei que a imensa dor de passar por um diagnóstico de infertilidade me transcende. Sei que está para além da minha compreensão.
Mas ainda assim, sinto uma profunda solidariedade para com estes casais. Mas sinto-me também impotente.
Não me sinto menos feliz com esta gravidez por pensar que há casais que não o conseguem, mas não há um único dia em que não pense na imensa sorte que tive. Porque podia ter sido eu. Porque pode ser a minha irmã, a minha prima, a minha amiga ou a minha vizinha. Pela lei das probabilidades uma delas será.
Um abraço apertado para todas as lutadoras que me visitam e que, acreditem, são das pessoas que eu mais admiro pela coragem que têm.
Gostava que as minhas palavras tivessem o poder de mudar o mundo, mas como não têm, ao menos que vos aqueçam o coração.
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